Jogos sociais
Autor kobashi :: 21 setembro 2009 - 5:03pm tagAndo testando as aplicações "sociais" do Facebook. Joguinhos em que interagimos com a aplicação e com nossos amigos na rede. Passei o fim de semana jogando Mafia Wars, FarmVille e YoVille. É meio viciante, mas você enjoa logo. Tipo mousse de chocolate. Todos partem dos mesmos princípios: você assume um personagem e tem que acumular pontos pra que ele cresça na vida, seja roubando bancos, plantando berinjela ou dançando com as gatinhas. Joga sozinho a maior parte do tempo, mas depende dos amigos para algumas tarefas, ganhar uns bônus e crescer mais rápido. Se tiver muita pressa, pode comprar pontos especiais para agilizar o processo, via cartão de crédito ou paypal. A bem da verdade, a coisa toda é feita pra você precisar desses pontos extras e gastar uma graninha. Tudo bem. Alguém tem que ganhar dinheiro e dá pra jogar mesmo sem colocar a mão no bolso.
Bem, mas e daí? E daí que semana que vem participo de um debate sobre ensino a distância e tô pensando em levar essas apliações como exemplo. No passado, a gente descobria o que ia pegar na internet acompanhando a indústria da pornografia (fotos, videos, modelos de cobrança, chat, videochat, etc). Os caras tentavam de tudo e darwinianamente sobrava o que funcionava. A internet não perdoa. Taí o Second Life que não nos deixa mentir. Foi de megaplustendência ao total ostracismo em 2 anos. Durou demais, até.
O pessoal de EaD tem que mudar sua fonte de inspiração. Ainda levam aulas, provas e textos xerocados alinhavados com fóruns e chats. Esqueçam. Mirar no Wii, PS3 e nos webjogos sociais dará melhores resultados.
Manifesto Lixo Eletrônico
Autor kobashi :: 15 julho 2009 - 3:30pm tagTramita em Brasilia, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL 203/91) que irá definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sem qualquer consulta ou justificativa plausível, um "grupo de trabalho" alterou a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, e retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que deveria criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletônico, problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.
Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos".
Assine a petição online e ajude-nos a divulgá-lo.
Fonte: lixoeletronico.org
Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos".
Assine a petição online e ajude-nos a divulgá-lo.
Fonte: lixoeletronico.org
O futuro em 1h20min11s
Autor kobashi :: 29 maio 2009 - 6:21pm tagQue a molecada não usa mais email não é novidade pra ninguém. As conversas são mais curtas, mais rápidas e cabem bem no MSN, nos scraps, nos comentários dos álbuns de fotos e no SMS, aquela tecnologia torpedeira que mora na dobra espaço-tempo da telefonia móvel e a internet.
O fato é que não sabemos o impacto que esse novo comportamento vai ter na forma como as coisas serão feitas por essa geração, quer dizer, na forma como eles vão produzir, trabalhar, estudar e se divertir quando saírem da caixa que pais, professores e um suporte tecnológico arcaico, como o email p.ex, os contêm.
Hoje temos uma pista de que ferramenta eles vão usar. Tá explicado no vídeo aí de cima. É o Google Wave. Uma tecnologia que vai mudar as coisas como o html já mudou um dia. É longo e se você não prestar atenção não vai entender porque esse monte de funcionalidades vai fazer tanta diferença. São 1h20m11s que resumem mais de dois anos de trabalho da equipe mais criativa que a internet possui. Vale a pena. Ah! Tudo em código aberto, com federação, etc, ou seja, não participa quem não quer. Até hoje, nada tão parecido com os primórdios da internet, com o TCP/IP, HTTP, SMTP, etc. E nem tão revolucionário.
Ok, eu sei que você não vai ver o vídeo, mas depois não diga que eu não avisei.
PS: Lá no final do vídeo tem uma aplicação que faz traduções em tempo real e que entende o contexto do que está sendo escrito. Vale a pena...
Puxa uma cadeira
Autor kobashi :: 13 maio 2009 - 10:22pm tagRecebi esse video há alguns dias de uma amiga e tentei descobrir se realmente há uma biblioteca na Holanda com esse tipo de "serviço" em operação (ou se é apenas um protótipo), mas como quase tudo que achei estava em neerlandês, o máximo que consegui foi o site do designer criador do "take-a-seat", a poltroninha esperta que vocês podem ver no filminho abaixo.
Quem já viu aqueles jogos de futebol entre times de pequenos robôs e outros desafios comuns nessas gincanas geeks vai perceber a semelhança.
...agora diga isso com uma imagem.
Autor kobashi :: 11 maio 2009 - 9:21pm tagTive um professor de física que gostava de dizer que o Sol iria encolher e esfriar, mas que ninguém precisaria se preocupar com o congelamento do planeta, pois antes, ele, o Sol, iria expandir até engolir Vênus, esquentando nossa atmosfera a ponto de tornar a vida na Terra impossível.
Há quem diga que os jornais vão acabar. Não estão completamente errados. Jornais como conhecemos hoje, impressos em papel e distribuídos na porta de casa todas as manhãs não vão durar muito tempo. Mas é pouco provável que o fim do jornal impresso também signifique o fim das redações. Sei que é um desalento para quem acredita que o mal do mundo é o PIG, a tal da imprensa golpista, que teima em achar defeito no salvador da pátria e em seu governo, mas fazer o quê? O jornal impresso não será substituído por milhares de blogues "independentes e isentos", mas por sua versão eletrônica, escrita por uma redação profissional, assalariada, sob um guarda-chuva empresarial e sujeita às mesmas qualidades e vícios. A notícia apurada, selecionada, organizada e distribuída continuará a existir, em papel ou pela internet.
Mas também não será a mesma, como já não é. Os milhares de blogues, as redes sociais, os comentários, a rapidez com que a informação circula, cria versões, se purifica e se contamina, enfim, esse ambiente propício à reação e inóspito à reflexão já está nas redações, como a bem da verdade, em todos os outros lugares também. Por muito tempo as coisas ficarão muito parecidas, apesar de diferentes. A informação de referência ainda virá de jornais e grandes grupos empresariais tanto quanto poderá ser contestada e desacreditada por um sem número de fontes alternativas, e o texto, tal como usamos hoje, vai ceder um pouco mais, como já cedeu ao rádio e à TV, para o conteúdo multimídia e multipúblico. Revolucionários e conservadores vão se decepcionar. O público que aprendeu a escrever usando MSN e Orkut não está interessado nessa disputa.
Do Clarín vem dois exemplos do que, imagino, vai ocupar boa parte do tempo das redações daqui por diante. Veja aqui um especial sobre o México, e aqui um sobre o Brasil.
O jornal impresso não deixará órfãos. Quando acabar, já não estará sendo lido ou escrito.
PS1: o título é uma óbvia homenagem ao texto, eterno e insubstituível.
PS2: Para os aflitos, lembro que ainda temos 5 bilhões de anos até o resfriamento do Sol, 1,5 bilhão de anos até sua expansão a ponto de torrar tudo na superfície do nosso planeta.
