...agora diga isso com uma imagem.

Autor kobashi :: 11 maio 2009 - 9:21pm tag
Tive um professor de física que gostava de dizer que o Sol iria encolher e esfriar, mas que ninguém precisaria se preocupar com o congelamento do planeta, pois antes, ele, o Sol, iria expandir até engolir Vênus, esquentando nossa atmosfera a ponto de tornar a vida na Terra impossível. Há quem diga que os jornais vão acabar. Não estão completamente errados. Jornais como conhecemos hoje, impressos em papel e distribuídos na porta de casa todas as manhãs não vão durar muito tempo. Mas é pouco provável que o fim do jornal impresso também signifique o fim das redações. Sei que é um desalento para quem acredita que o mal do mundo é o PIG, a tal da imprensa golpista, que teima em achar defeito no salvador da pátria e em seu governo, mas fazer o quê? O jornal impresso não será substituído por milhares de blogues "independentes e isentos", mas por sua versão eletrônica, escrita por uma redação profissional, assalariada, sob um guarda-chuva empresarial e sujeita às mesmas qualidades e vícios. A notícia apurada, selecionada, organizada e distribuída continuará a existir, em papel ou pela internet. Mas também não será a mesma, como já não é. Os milhares de blogues, as redes sociais, os comentários, a rapidez com que a informação circula, cria versões, se purifica e se contamina, enfim, esse ambiente propício à reação e inóspito à reflexão já está nas redações, como a bem da verdade, em todos os outros lugares também. Por muito tempo as coisas ficarão muito parecidas, apesar de diferentes. A informação de referência ainda virá de jornais e grandes grupos empresariais tanto quanto poderá ser contestada e desacreditada por um sem número de fontes alternativas, e o texto, tal como usamos hoje, vai ceder um pouco mais, como já cedeu ao rádio e à TV, para o conteúdo multimídia e multipúblico. Revolucionários e conservadores vão se decepcionar. O público que aprendeu a escrever usando MSN e Orkut não está interessado nessa disputa. Do Clarín vem dois exemplos do que, imagino, vai ocupar boa parte do tempo das redações daqui por diante. Veja aqui um especial sobre o México, e aqui um sobre o Brasil. O jornal impresso não deixará órfãos. Quando acabar, já não estará sendo lido ou escrito. PS1: o título é uma óbvia homenagem ao texto, eterno e insubstituível. PS2: Para os aflitos, lembro que ainda temos 5 bilhões de anos até o resfriamento do Sol, 1,5 bilhão de anos até sua expansão a ponto de torrar tudo na superfície do nosso planeta.

Quem paga a conta?

Autor kobashi :: 8 maio 2009 - 3:44pm tag
Um artigo do Farhad Manjoo, da Slate, sobre como o Youtube e similares vão conseguir pagar suas contas, se é que vão. Tá em inglês, mas vale a pena. Adorei o arremate final. Vai lá. Time wasn't wrong: "YouTube and its fellow user-contributed sites really did change the world. Too bad nobody could find a way to pay for it."

Créditos de Carbono

Autor kobashi :: 28 março 2009 - 2:36pm tag
Dias 30 e 31 de março, no Teatro TUCA em São Paulo, vai rolar o Seminário Internacional Carbon Finance Workshop, organizado pela PUC-SP, Universidade de Toronto e PWC - PriceWaterhouseCoopers. Olhando a programação dá pra ver que o foco é discutir o mercado de carbono na prática, "estrutura do mercado de carbono, tributação versus comercialização, mercado voluntário, redução de emissões, project finance, política climática, gerenciamento de riscos, princípios contábeis, mensuração, divulgação e verificação do carbono." Ou seja, o velho tudo o que você sempre quis saber sobre o mercado de carbono e não tinha pra quem perguntar... O evento é caro e as inscrições já estão fechadas, mas prometo twitar o evento em @rkobashi (http://twitter.com/rkobashi) e escrever uma série de posts com o que eu ouvir por lá, aqui. do www.lixoeletronico.org

Lixo eletrônico

Autor kobashi :: 25 março 2009 - 2:52pm tag
Quanto vale um quilo de carbono?

Uma lata para conter algo

Autor kobashi :: 9 janeiro 2008 - 3:37pm tag
O que você vê na tela do seu computador, a forma como você navega, clica, procura e usa depende do que pode ser chamado de metáfora de interação. Um conjunto de iconezinhos, janelas, imagens que vem e vão (como a setinha do mouse ou a pastinha que guarda seus arquivos) que constituem a interface do seu sistema operacional. Metáfora porque a pasta não é uma pasta e nem a seta é uma seta. Foram criadas dentro de limitações de hardware, software e imaginação dos programadores para permitir que você consiga, minimamente, interagir com a capacidade de processamento, arquivamento e comunicação dos computadores. O que tá aí em cima é o começo da mudança de uma metáfora criada há mais de 20 anos por uma equipe da Xerox, notabilizada pela Apple, copiada pela Microsoft e dominante até hoje.