Jogos sociais

Autor kobashi :: 21 setembro 2009 - 5:03pm tag
Ando testando as aplicações "sociais" do Facebook. Joguinhos em que interagimos com a aplicação e com nossos amigos na rede. Passei o fim de semana jogando Mafia Wars, FarmVille e YoVille. É meio viciante, mas você enjoa logo. Tipo mousse de chocolate. Todos partem dos mesmos princípios: você assume um personagem e tem que acumular pontos pra que ele cresça na vida, seja roubando bancos, plantando berinjela ou dançando com as gatinhas. Joga sozinho a maior parte do tempo, mas depende dos amigos para algumas tarefas, ganhar uns bônus e crescer mais rápido. Se tiver muita pressa, pode comprar pontos especiais para agilizar o processo, via cartão de crédito ou paypal. A bem da verdade, a coisa toda é feita pra você precisar desses pontos extras e gastar uma graninha. Tudo bem. Alguém tem que ganhar dinheiro e dá pra jogar mesmo sem colocar a mão no bolso. Bem, mas e daí? E daí que semana que vem participo de um debate sobre ensino a distância e tô pensando em levar essas apliações como exemplo. No passado, a gente descobria o que ia pegar na internet acompanhando a indústria da pornografia (fotos, videos, modelos de cobrança, chat, videochat, etc). Os caras tentavam de tudo e darwinianamente sobrava o que funcionava. A internet não perdoa. Taí o Second Life que não nos deixa mentir. Foi de megaplustendência ao total ostracismo em 2 anos. Durou demais, até. O pessoal de EaD tem que mudar sua fonte de inspiração. Ainda levam aulas, provas e textos xerocados alinhavados com fóruns e chats. Esqueçam. Mirar no Wii, PS3 e nos webjogos sociais dará melhores resultados.

Quem paga a conta?

Autor kobashi :: 8 maio 2009 - 3:44pm tag
Um artigo do Farhad Manjoo, da Slate, sobre como o Youtube e similares vão conseguir pagar suas contas, se é que vão. Tá em inglês, mas vale a pena. Adorei o arremate final. Vai lá. Time wasn't wrong: "YouTube and its fellow user-contributed sites really did change the world. Too bad nobody could find a way to pay for it."

Quando há dois meses escrevi sobre o fim da assinatura telefônica básica, recebi uma enxurrada de e-mails. Graças a uma liminar concedida pela 2ª Vara da Justiça Federal em Brasília, ficamos desobrigados ‘legalmente’ de pagar a tal assinatura.

Com essa história da liminar que decretou o fim da cobrança da assinatura básica nas contas de telefonia fixa e foi cassada em seguida, acabei me lembrando do tempo da Telesp e das estatais de telecomunicações. Naquela época, quem quisesse ter um telefone em casa tinha que aguardar anos na fila ou pagar alguns milhares de dólares para conseguir uma linha no mercado negro. Ou então partir para o aluguel.

De pernas para o ar

Autor kobashi :: 11 abril 2005 - 3:00am tag
Depois que roubaram meu carro pela terceira vez só ando de táxi. Carlos, um motorista de cabelos compridos, barba grisalha e barriga farta, foi me resgatar de uma festa às 4h da manhã. Abriu a porta do carro ao som dilacerante de Hocus Pocus, da banda de rock holandesa Focus, dos anos 70. Reza a lenda que a tal banda é madrinha dos gritos característicos do heavy metal: como nenhum dos integrantes da banda falava inglês, sons primais e palavras como ‘iohoho’ decoravam as músicas. Conversa vai, conversa vem, ele me contou ter uma discoteca com 12 mil LPs e alguns milhares de CDs.