Em 2001 fui convidado a fazer uma apresentação no MIT MediaLab (Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts) para contar como uma ONG do país do samba encarava a popularização da tecnologia. Tal honraria da meca da tecnologia mundial foi resultado do trabalho de um grupo bem afiado que tive a sorte de representar.

Confesso: fiquei feliz com a iniciativa da IBM em liberar 500 de suas patentes para uso do software de código aberto, leia-se Linux, o alvo dessa história toda. É certo que se levarmos em conta que a Big Blue possui cerca de 40 mil patentes, a iniciativa perde um pouco do brilho, afinal, menos de 1,5% está sendo liberado.

Recentemente, o US-CERT, que tem como atribuição “defender a nação (a norte- americana, não a nossa) de ataques cibernéticos” divulgou um relatório onde, entre outras coisas, recomenda aos internautas trocar o navegador Internet Explorer da Microsoft por outro menos exposto a ataques de hackers do mal. Gelei. Se uma organização ligada ao governo dos Estados Unidos bate de frente com uma empresa do porte e prestígio da Microsoft é porque a coisa deve ser séria. Imagino o quanto os técnicos do US-CERT pensaram e ponderaram antes de fazer uma recomendação dessas.

A maior parte dos programas que você utiliza é protegida por leis de propriedade intelectual que não permitem copiar, emprestar ou modificar o programa original. Só o autor do programa tem esse direito, e quem faz isso sem a autorização é chamado de pirata. Mas tem gente que não acha isso certo. Eles acham que os programas devem ser livres, ou seja, devem estar a disposição de qualquer programador ou usuário que quiser modificá-lo, distribuí-lo ou apenas olhá-lo por dentro para entender seu funcionamento.

Além dos programas mais tradicionais e conhecidos como o sistema operacional, editor de textos, planilha eletrônica, navegador para Intenert, anti-vírus, etc, existe uma infinidade de programas dos mais diferentes tipos disponíveis na Internet. São programas geralmente gratuítos ou que você pode utilizar por um determinado tempo sem pagar nada.