O futuro em 1h20min11s
Autor kobashi :: 29 maio 2009 - 6:21pm tagQue a molecada não usa mais email não é novidade pra ninguém. As conversas são mais curtas, mais rápidas e cabem bem no MSN, nos scraps, nos comentários dos álbuns de fotos e no SMS, aquela tecnologia torpedeira que mora na dobra espaço-tempo da telefonia móvel e a internet.
O fato é que não sabemos o impacto que esse novo comportamento vai ter na forma como as coisas serão feitas por essa geração, quer dizer, na forma como eles vão produzir, trabalhar, estudar e se divertir quando saírem da caixa que pais, professores e um suporte tecnológico arcaico, como o email p.ex, os contêm.
Hoje temos uma pista de que ferramenta eles vão usar. Tá explicado no vídeo aí de cima. É o Google Wave. Uma tecnologia que vai mudar as coisas como o html já mudou um dia. É longo e se você não prestar atenção não vai entender porque esse monte de funcionalidades vai fazer tanta diferença. São 1h20m11s que resumem mais de dois anos de trabalho da equipe mais criativa que a internet possui. Vale a pena. Ah! Tudo em código aberto, com federação, etc, ou seja, não participa quem não quer. Até hoje, nada tão parecido com os primórdios da internet, com o TCP/IP, HTTP, SMTP, etc. E nem tão revolucionário.
Ok, eu sei que você não vai ver o vídeo, mas depois não diga que eu não avisei.
PS: Lá no final do vídeo tem uma aplicação que faz traduções em tempo real e que entende o contexto do que está sendo escrito. Vale a pena...
Uma lata para conter algo
Autor kobashi :: 9 janeiro 2008 - 3:37pm tagO que você vê na tela do seu computador, a forma como você navega, clica, procura e usa depende do que pode ser chamado de metáfora de interação. Um conjunto de iconezinhos, janelas, imagens que vem e vão (como a setinha do mouse ou a pastinha que guarda seus arquivos) que constituem a interface do seu sistema operacional. Metáfora porque a pasta não é uma pasta e nem a seta é uma seta. Foram criadas dentro de limitações de hardware, software e imaginação dos programadores para permitir que você consiga, minimamente, interagir com a capacidade de processamento, arquivamento e comunicação dos computadores. O que tá aí em cima é o começo da mudança de uma metáfora criada há mais de 20 anos por uma equipe da Xerox, notabilizada pela Apple, copiada pela Microsoft e dominante até hoje.
Lista de materiais
Autor kobashi :: 4 janeiro 2008 - 3:01pm tagEu me lembro como era divertido comprar os materiais escolares no início do ano letivo. O cheiro dos cadernos novos, dos livros, a caixa de canetinhas e lápis de cor. Borracha branquinha, ou melhor, aquela vermelha e azul (seria verde?) novinha e as conquistas que vinham a cada ano e aumentavam nosso prestígio diante dos irmãos e primos mais novos: compasso, esquadro, caderno universitário...
Pois. Tenho uma filha de 11 anos. Tá indo pra 6a série. Saiu com a mãe esta semana para comprar os materiais. Canetas, cadernos, papel sulfite e "1 pen drive para transporte de arquivos". Estou atrasado. Não sabia que as escolas já estavam incluindo pen drives nas listas de materiais. Tô morrendo de curiosidade pra saber como será usado.
Mas tá ótimo. Uma das melhores escolas particulares de São Paulo (pelo que pago, se não for, estou sendo roubado duplamente) acaba de chegar em 2002. Pelo andar da carruagem, daqui uns 5 anos eles descobrem a internet de banda larga, os discos virtuais, e, quem sabe, redes sociais como o Orkut.
PS: além dos materiais novos, ela voltou pra casa com 2 livros usados, repassados por uma amiga. Também separou os seus para dar para um colega. A tal escola promove uma feira do livro didático usado, para troca ou venda entre alunos. E a meninada gosta. Nem tudo está perdido.
Daqui a 10 anos, o século 21
Autor kobashi :: 10 outubro 2005 - 3:00am tagMinha paixão por tecnologia começou cedo. Aos 11 anos aborreci meus pais o suficiente até que concordassem em pagar um curso de Técnico de Rádio e TV por correspondência. Aprendi sobre transistores, capacitores, corrente elétrica, tubos de raios catódicos, ondas de rádio e outras tantas. Passei a consertar os eletrodomésticos quebrados de toda a família, mas minha especialidade mesmo era desmontá-los. O remonte era, na maioria das vezes e para minha tristeza, tarefa de um técnico de verdade.
