Nas ruas árabes, tudo bem. Aqui não.
Autor kobashi :: 18 agosto 2011 - 3:00am tagRoubo o título de um excelente artigo (O monstro) do Veríssimo que acabo de ler no Blog do Noblat. É triste ver como as redes sociais, vistas como “libertadoras e armas imprescindíveis na luta contra a opressão dos ditadores árabes” se transformaram rapidamente em “meios nefastos utilizados por baderneiros e criminosos que perpetraram os arrastões e quebra-quebras na Inglaterra”. Não é a primeira nem será a última vez que as opiniões sobre o poder mobilizador da internet vão balançar. Mas tudo bem, afinal “ninguém sabe nada”, como diria um velho amigo dos primórdios da internet. O problema é a horda de políticos e legisladores anacrônicos (desculpem-me o pleonasmo, desculpem-me as honrosas exceções) que passam a se sentir à vontade para tirar da gaveta seus planos de controle e criminalização da rede. Em nome da “ordem pública”, assim como os ditadores árabes, os democráticos ingleses acreditam que podem e devem atrasar o relógio da humanidade.
Gostem ou não, a internet possui uma ideologia. Em seu DNA está a liberdade e as únicas regras aceitas foram auto-definidas, dos protocolos de comunicação à netiqueta. Legisladores sempre poderão, em vão, tentar controlar a rede. Tempo perdido. A rede é feita por milhares, milhões de programadores espalhados pelo mundo todo. Ninguém conhece a rede melhor do que eles. Sempre acharão um jeito de driblar este controle.
Gostem ou não, a internet possui uma ideologia. Em seu DNA está a liberdade e as únicas regras aceitas foram auto-definidas, dos protocolos de comunicação à netiqueta. Legisladores sempre poderão, em vão, tentar controlar a rede. Tempo perdido. A rede é feita por milhares, milhões de programadores espalhados pelo mundo todo. Ninguém conhece a rede melhor do que eles. Sempre acharão um jeito de driblar este controle.
Jogos sociais
Autor kobashi :: 21 setembro 2009 - 5:03pm tagAndo testando as aplicações "sociais" do Facebook. Joguinhos em que interagimos com a aplicação e com nossos amigos na rede. Passei o fim de semana jogando Mafia Wars, FarmVille e YoVille. É meio viciante, mas você enjoa logo. Tipo mousse de chocolate. Todos partem dos mesmos princípios: você assume um personagem e tem que acumular pontos pra que ele cresça na vida, seja roubando bancos, plantando berinjela ou dançando com as gatinhas. Joga sozinho a maior parte do tempo, mas depende dos amigos para algumas tarefas, ganhar uns bônus e crescer mais rápido. Se tiver muita pressa, pode comprar pontos especiais para agilizar o processo, via cartão de crédito ou paypal. A bem da verdade, a coisa toda é feita pra você precisar desses pontos extras e gastar uma graninha. Tudo bem. Alguém tem que ganhar dinheiro e dá pra jogar mesmo sem colocar a mão no bolso.
Bem, mas e daí? E daí que semana que vem participo de um debate sobre ensino a distância e tô pensando em levar essas apliações como exemplo. No passado, a gente descobria o que ia pegar na internet acompanhando a indústria da pornografia (fotos, videos, modelos de cobrança, chat, videochat, etc). Os caras tentavam de tudo e darwinianamente sobrava o que funcionava. A internet não perdoa. Taí o Second Life que não nos deixa mentir. Foi de megaplustendência ao total ostracismo em 2 anos. Durou demais, até.
O pessoal de EaD tem que mudar sua fonte de inspiração. Ainda levam aulas, provas e textos xerocados alinhavados com fóruns e chats. Esqueçam. Mirar no Wii, PS3 e nos webjogos sociais dará melhores resultados.
Festa fechada
Autor kobashi :: 11 abril 2004 - 3:00am tagComo eles mesmos se descrevem, “Orkut é uma comunidade online que liga pessoas através de uma rede de amigos”. Bem, até aí, nada de novo. Mas a Orkut é um pouco diferente. Você só pode entrar se alguém te convidar. Não tem outro jeito. Sem o convite de um dos membros da Orkut, você não passa da página inicial (veja acima). A idéia é que um membro convida outro, que convida outro, que convida outro e assim a comunidade vai crescendo. E fica tudo registrado.
